sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O Homem como um Animal Observado.

Considere um cachorro.

Cães, alias como qualquer animal, agem basicamente através de seus instintos. Tais instintos existem em todos os cães. Um cachorro no Brasil, ou um cachorro na china vão agir basicamente da mesma forma devido a esses instintos inerentes a essa espécie de animal.

Nós seres humanos também somos uma espécie de animal. E como animais também temos nossa gama de instintos inerentes a espécie. Porém temos um diferencial 'simples' da maioria dos animais. Temos a nossa 'cultura social'. Nosso aprendizado de regras sociais locais.

Por isso pessoas de locais, países e culturas diferentes podem agir diferente em uma situação em comum. O contagio social (aquilo que aprendemos e absorvemos do meio onde vivemos) altera nossa percepção 'mais lógica' das coisas.

Mas (e esse 'mas' define muita coisa!), se considerarmos apenas os impulsos, o 'instinto humano', não nos diferenciamos dos animais e sendo assim podemos ter um padrão de comportamento possível de ser 'lido' por um observador competente.

Se você souber observar verá que muitas vezes encontrará semelhanças comportamentais em 'tipos de pessoas'. Claro, alguém poderá dizer  que eu estou sendo preconceituoso e generalizando banalmente a situação.

 Ok, podem considerar isso.

Porém não muda a verdade: O ser humano é um animal que pode ser lido se não formos distraídos por todo esse verniz de 'sociedade politicamente correta e frágil como cristal'.

Claro, definir o caráter de alguem ou descobrir os instintos mais presentes na pessoa não é uma tarefa das mais simples.

E eu jamais disse que era.

Para chegar ao ponto da observação realmente funcional, o observador não pode ser apenas um 'curioso tentando aplicar conceitos', mas sim uma pessoa que nasceu fora do jogo.

Nascer fora do jogo para mim é ter aquela percepção de que o mundo não é esse monte de regrinhas que conhecemos e que aceitamos como fatos. Nascer fora do jogo é ao mesmo tempo uma vantagem e uma tortura.

Vantagem porque dessa forma você consegue perceber mais coisas e com isso não se deixar afetar por besteiras que nos cercam todos os dias.

Tortura porque o preço de 'perceber' é experimentar uma grande dose de solidão, pois no momento que você percebe a grande futilidade da maioria das coisas começa também a ser visto como 'diferente' dos demais, e o 'instinto humano' nos diz que devemos nos afastar de quem é diferente de nós.

Mas enfim, estou conjecturando.

O ponto é que o ser humano é um animal. Sendo um animal também é movido por instinto. Sabendo perceber esses instintos podemos compreender melhor as ações daquele que observamos e por consequencia as ações da maioria das pessoas. Afinal como dizia Sun Tzu: Conheça um homem e conheça todos os homens.

Até mais.

Detetive L

Um comentário:

  1. Olá caro amigo , por que parou com o blog tão rápido ? Gostaria de ler mais sobre esses estudos

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